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Halo 3 |
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25 de Setembro de 2007 |
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Página 1 de 4 A espera finalmente acabou: o desfecho da trilogia de "Halo" chega às
lojas de dezenas de países traduzido para 17 idiomas diferentes,
incluindo o português do Brasil (com direito à dublagem). É um
lançamento tão grandioso quanto a própria campanha publicitária,
estipulada em US$10 milhões.
Embora
esse marketing agressivo não tenha atingido as terras tupiniquins, nos
Estados Unidos, por exemplo, via-se o nome "Halo 3" e o slogan
"Believe" ("acredite", em português) estampados nos lugares e coisas
mais improváveis, como copos de refrigerante. Tanto investimento fez
com que, em pouco mais de cinco anos, "Halo" se tornasse uma franquia
tão popular quanto aquelas nascidas nos primórdios dos jogos
eletrônicos.
O capítulo final da saga coloca novamente o jogador
na pele de Master Chief, um super-soldado da força UNCS, equipado com
uma armadura tecnologicamente avançada, na luta interplanetária contra
as raças alienígenas Covenant e Flood. O clima cinematográfico,
enaltecido pelas cenas animadas cheias de emoção e pela trilha sonora
majestosa, mostra o quão dedicada foi a Bungie na produção. Tudo, desde
o menu principal (belo e prático) até a tela de créditos, foi feito com
muito esmero.
Tudo novo de novo
Como nos jogos
anteriores, você passa a maior parte do tempo enfrentando criaturas ao
lado de uma equipe, seja a pé ou controlando veículos. A mecânica da
série, aclamada por se adequar perfeitamente ao controle, visto que os
jogos de tiro em primeira pessoa sempre foram melhores no PC, continua
intacta. Isto é, se você jogou algum dos episódios anteriores, já sabe
o que esperar de "Halo 3".
Mesmo jogadores com pouca habilidade
no gênero conseguirão se virar sem grandes dificuldades, graças à
eficiência e à simplicidade dos controles e à mira semi-automática.
Aqui,
seu arsenal é tão limitado quanto a quantidade de munição disponível.
Você pode carregar duas armas simultaneamente, sendo uma para reserva,
além de diferentes tipos de granada. É possível também empunhar duas
armas simultaneamente, o que impede o lançamento de granadas. A grande
sacada é que todas as armas utilizadas pelos seus oponentes ou aliados
podem (e devem) ser coletadas, exigindo que você realize trocas
constantes.
Há, porém, novidades: agora você pode ativar itens
de defesa, como o Escudo Bolha, que forma uma esfera imóvel, impedindo
a passagem de qualquer tipo de projétil; campos de força que degeneram
a energia dos inimigos e muito mais. A fórmula do jogo, entretanto, é
exatamente a mesma.
Um dos elementos mais valiosos de "Halo 3",
tal como em seus antecessores, é o uso de veículos terrestres e aéreos,
que não só ajudam a variar a ação como tornam tudo muito mais dinâmico,
veloz e divertido. A combinação da física avançada com o design
inteligente dos cenários, que raramente dificulta a locomoção dos
veículos, dá ao jogador uma incrível sensação de liberdade e controle.
É
possível escolher entre o volante, banco do passageiro e a torreta -
dependendo do veículo, é claro. Independentemente da sua escolha, os
soldados aliados se comportam da maneira mais sábia possível, graças à
avançadíssima inteligência artificial.
Se você escolher a
torreta de um jipe, um soldado automaticamente passará a dirigi-lo,
escolhendo os melhores caminhos e posicionando o veículo em locais
estratégicos, que permitem a perfeita visualização do alvo. Prefere o
volante? Não se preocupe, pois seus parceiros darão conta dos inimigos
enquanto você dirige. A impressão é a de que eles estão sendo
controlados por outros jogadores, de tão espertas que são suas decisões
e reações. A ação nunca é impedida por conta da inteligência artificial
(com raríssimas exceções); ela simplesmente flui.
Aliás, não só
seus aliados como todos os elementos controlados pelo computador são
muito inteligentes. Durante os combates, todos procuram abrigo atrás de
muretas e objetos espalhados pelos cenários. Os inimigos avançam ou
recuam conforme sua investida no ataque. Diferentemente de "Gears of
War", porém, não se agacham ou atacam em posição defensiva de seus
abrigos, dando margem para serem eliminados - uma opção dos
desenvolvedores para tornar o jogo mais dinâmico, talvez.
Embora
avançada, a inteligência artificial não pode ser considerada um marco.
Ela é apenas um grande aprimoramento da mesma encontrada no primeiro
jogo da série, que já era bastante avançada para sua época.
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