Prince of Persia não chega antes do Natal se não tiver qualidade
14 de Julho de 2008
Ben
Mattes, produtor de Prince of Persia, disse que o próximo título dessa
série pode atrasar para 2009 "se a qualidade não estiver lá".
Ainda
sim, ele confirma que sua equipe está empenhada para manter o
lançamento original, marcado para o Natal.
A demo do novo Prince
of Persia que será apresentada publicamente na E3 -- que começa
oficialmente no dia 15 (mas com conferências marcadas para hoje e
amanhã) -- foi mostrada antecipadamente para alguns membros da
imprensa. Os primeiros comentários dizem que ela contem muitos bugs e
sofre de quedas visíveis de taxa de quadros em alguns lugares. Ninguém
pôde jogá-la, e em princípio assim continuará sendo durante toda a
feira.
Quando perguntado se estava confiante que o título venha
a ser lançado neste Natal, Mattes respondeu: "Se eu quero um emprego no
ano que vem é melhor seja [lançado esse ano]". Mas ele acrescentou que
a prioridade é ter um produto de qualidade. "Obviamente não vamos
lançar o jogo se a qualidade não estiver lá, isso com certeza. Mas
nosso objetivo é ter certeza de que a qualidade esteja lá em tempo.
Pelo menos em minhas conversas [com a gerência da UbiSoft], o jogo vai
ser lançado no Natal. Nós queremos o mercado natalino; nós queremos
lançar com diferença de um ano para Assassin's Creed."
Permitir
que jogos considerados importantes ganhem tempo extra de
desenvolvimento vem sendo uma prática comum na UbiSoft. Assim aconteceu
com "Haze" da Free Radical, que ganhou nove meses a mais (mas que, em
nossa opinião, não foram suficientes), e com o ETR "Tom Clancy'
EndWar", que ganhou seis meses a mais graças às vendas fantásticas de
"Assassin's Creed".
Mattes também que revelou que a campanha de
divulgação deste novo PoP -- mostrado publicamente pela primeira vez em
maio, durante a Ubidays --, considerada simples e sem muito alarde, foi
um esforço consciente para evitar o risco de "hype" exagerado. Alguns
na UbiSoft acreditam que isso causou um impacto negativo na recepção de
"Assassin's Creed".
"Eu acho que isso fez parte da nossa decisão
dessa vez, com certeza", ele admitiu. "Nós estamos seguindo o mesmo
tipo de padrão. Mas enquanto eles fizeram isso por um ano, nós estamos
fazendo por seis meses. Nós esperamos gerar níveis aceitáveis de alarde
e agitação".
Sobre o título em si, Mattes teceu alguns
comentários sobre a rica história que eles vem desenvolvendo no jogo, e
que a personagem estreante da vez, Elika, tem potencial para estrear
seu próprio game. "Nós queríamos criar um universo como o Senhor dos
Anéis, [onde] tudo tem uma história, um propósito, uma razão de ser",
explicou ele. "Qualquer uma dessas coisas, teoricamente, qualquer um
dos chefões, regiões, têm potencial de servir de gancho para alguma
coisa".
Com relação à Elika, ele disse: "Princesa da Persia?
Claro, porque não, seria divertido. Se meu chefe viesse amanhã e
dissesse, 'eu quero que você pegue essa região, esse chefe, e Elika e
faça um videogame sobre esses personagens, eu teria a fonte de material
necessária porque há uma história consistente lá.
"Nós vemos
muitos pontecial aqui em termos de talvez um dia expandirmos a marca -
e tudo isso está altamente ligado às vendas desse jogo. Se for
realmente, realmente bem e a UbiSoft quiser mais, então estamos prontos
para isso. Mas se isso não acontecer, então não".
Apesar do
interesse de novas versões baseado no sucesso deste Prince of Persia,
Mattes confirmou que o jogo terá uma história fechada. "Tem que ser um
produto independente", insistiu. "Se nós nunca fizermos outro Prince of
Persia depois deste, você vai saber o que aconteceu ao Prícipe e à
Elika e ao mundo como resultado deste jogo. Mas se alguém decidir que
faremos outros jogos, o universo está sendo cuidadosamente criado para
permitir isso".
Seguindo a mesma decisão tomada pela equipe de
produção de "FarCry 2", Mattes confirma que uma demo deste Prince of
Persia não será liberada para o público. "Não está nos planos",
confirmou ele. "Fazer demos de jogos de mundo aberto é um desafio
tecnológico; além disso não estamos convencidos que precisamos fazer
isso. É uma marca que tem história, uma base de fãs e podemos nos
beneficiar um pouco disso. Se você gostou de Sands of Time, Warrior
Within ou Two Thrones, há chances de você amar esse novo jogo porque há
elementos dos três nele".
Para Mattes, uma demo pode, em vários
casos, trazer mais malefício do que benefício. "Há tantas demos tão
ruins por aí", ele acrescentou. "Vamos encarar, lançar uma demo quando
você tem uma versão E3 para fazer ao mesmo tempo, e você está na fase
beta, etc... não é o tipo de coisa que vai permitir que você crie uma
demo realmente bem trabalhada.
"Há uma realidade de produção que
temos de conviver que significa que se lançarmos juntamente uma demo há
boas chances de que ela não esteja no nível que gostaríamos que
estivesse. Então, o que você vai fazer? Você vai fazer ao seu jogo um
desserviço deixando os jogadores colocarem suas mãos antes de estar
pronto. Ninguém quer isso".
Bem e mal
A trama do game é
inspirada na mitologia zoroastriana, envolvendo a guerra entre os
deuses irmãos Ohrmazd e Ahriman. O primeiro, um deus da bondade,
aprisiona seu irmão maligno em uma caixa e o esconde em um oásis. No
entanto, Ahriman é libertado por um ladrão séculos depois, corrompendo
todo o mundo e as pessoas. Ao derrotar chefões - como em "Okami" e "The
Legend of Zelda: Twilight Princess" - o protagonista recupera o mundo,
que muda em tempo real com flores, plantas e iluminação distintas.
Haverá um enfoque nos combates de espada um contra um, como no game
original.
O novo "Prince of Persia" está previsto para aparecer em outubro para PC, Xbox 360, PlayStation 3 e Nintendo DS.
Ben
Mattes, produtor de Prince of Persia, disse que o próximo título dessa
série pode atrasar para 2009 "se a qualidade não estiver lá". Ainda
sim, ele confirma que sua equipe está empenhada para manter o
lançamento original, marcado para o Natal.
A demo do novo Prince
of Persia que será apresentada publicamente na E3 -- que começa
oficialmente no dia 15 (mas com conferências marcadas para hoje e
amanhã) -- foi mostrada antecipadamente para alguns membros da
imprensa. Os primeiros comentários dizem que ela contem muitos bugs e
sofre de quedas visíveis de taxa de quadros em alguns lugares. Ninguém
pôde jogá-la, e em princípio assim continuará sendo durante toda a
feira.
Quando perguntado se estava confiante que o título venha
a ser lançado neste Natal, Mattes respondeu: "Se eu quero um emprego no
ano que vem é melhor seja [lançado esse ano]". Mas ele acrescentou que
a prioridade é ter um produto de qualidade. "Obviamente não vamos
lançar o jogo se a qualidade não estiver lá, isso com certeza. Mas
nosso objetivo é ter certeza de que a qualidade esteja lá em tempo.
Pelo menos em minhas conversas [com a gerência da UbiSoft], o jogo vai
ser lançado no Natal. Nós queremos o mercado natalino; nós queremos
lançar com diferença de um ano para Assassin's Creed."
Permitir
que jogos considerados importantes ganhem tempo extra de
desenvolvimento vem sendo uma prática comum na UbiSoft. Assim aconteceu
com "Haze" da Free Radical, que ganhou nove meses a mais (mas que, em
nossa opinião, não foram suficientes), e com o ETR "Tom Clancy'
EndWar", que ganhou seis meses a mais graças às vendas fantásticas de
"Assassin's Creed".
Mattes também que revelou que a campanha de
divulgação deste novo PoP -- mostrado publicamente pela primeira vez em
maio, durante a Ubidays --, considerada simples e sem muito alarde, foi
um esforço consciente para evitar o risco de "hype" exagerado. Alguns
na UbiSoft acreditam que isso causou um impacto negativo na recepção de
"Assassin's Creed".
"Eu acho que isso fez parte da nossa decisão
dessa vez, com certeza", ele admitiu. "Nós estamos seguindo o mesmo
tipo de padrão. Mas enquanto eles fizeram isso por um ano, nós estamos
fazendo por seis meses. Nós esperamos gerar níveis aceitáveis de alarde
e agitação".
Sobre o título em si, Mattes teceu alguns
comentários sobre a rica história que eles vem desenvolvendo no jogo, e
que a personagem estreante da vez, Elika, tem potencial para estrear
seu próprio game. "Nós queríamos criar um universo como o Senhor dos
Anéis, [onde] tudo tem uma história, um propósito, uma razão de ser",
explicou ele. "Qualquer uma dessas coisas, teoricamente, qualquer um
dos chefões, regiões, têm potencial de servir de gancho para alguma
coisa".
Com relação à Elika, ele disse: "Princesa da Persia?
Claro, porque não, seria divertido. Se meu chefe viesse amanhã e
dissesse, 'eu quero que você pegue essa região, esse chefe, e Elika e
faça um videogame sobre esses personagens, eu teria a fonte de material
necessária porque há uma história consistente lá.
"Nós vemos
muitos pontecial aqui em termos de talvez um dia expandirmos a marca -
e tudo isso está altamente ligado às vendas desse jogo. Se for
realmente, realmente bem e a UbiSoft quiser mais, então estamos prontos
para isso. Mas se isso não acontecer, então não".
Apesar do
interesse de novas versões baseado no sucesso deste Prince of Persia,
Mattes confirmou que o jogo terá uma história fechada. "Tem que ser um
produto independente", insistiu. "Se nós nunca fizermos outro Prince of
Persia depois deste, você vai saber o que aconteceu ao Prícipe e à
Elika e ao mundo como resultado deste jogo. Mas se alguém decidir que
faremos outros jogos, o universo está sendo cuidadosamente criado para
permitir isso".
Seguindo a mesma decisão tomada pela equipe de
produção de "FarCry 2", Mattes confirma que uma demo deste Prince of
Persia não será liberada para o público. "Não está nos planos",
confirmou ele. "Fazer demos de jogos de mundo aberto é um desafio
tecnológico; além disso não estamos convencidos que precisamos fazer
isso. É uma marca que tem história, uma base de fãs e podemos nos
beneficiar um pouco disso. Se você gostou de Sands of Time, Warrior
Within ou Two Thrones, há chances de você amar esse novo jogo porque há
elementos dos três nele".
Para Mattes, uma demo pode, em vários
casos, trazer mais malefício do que benefício. "Há tantas demos tão
ruins por aí", ele acrescentou. "Vamos encarar, lançar uma demo quando
você tem uma versão E3 para fazer ao mesmo tempo, e você está na fase
beta, etc... não é o tipo de coisa que vai permitir que você crie uma
demo realmente bem trabalhada.
"Há uma realidade de produção que
temos de conviver que significa que se lançarmos juntamente uma demo há
boas chances de que ela não esteja no nível que gostaríamos que
estivesse. Então, o que você vai fazer? Você vai fazer ao seu jogo um
desserviço deixando os jogadores colocarem suas mãos antes de estar
pronto. Ninguém quer isso".
Bem e mal
A trama do game é
inspirada na mitologia zoroastriana, envolvendo a guerra entre os
deuses irmãos Ohrmazd e Ahriman. O primeiro, um deus da bondade,
aprisiona seu irmão maligno em uma caixa e o esconde em um oásis. No
entanto, Ahriman é libertado por um ladrão séculos depois, corrompendo
todo o mundo e as pessoas. Ao derrotar chefões - como em "Okami" e "The
Legend of Zelda: Twilight Princess" - o protagonista recupera o mundo,
que muda em tempo real com flores, plantas e iluminação distintas.
Haverá um enfoque nos combates de espada um contra um, como no game
original.
O novo "Prince of Persia" está previsto para aparecer em outubro para PC, Xbox 360, PlayStation 3 e Nintendo DS.
Ben
Mattes, produtor de Prince of Persia, disse que o próximo título dessa
série pode atrasar para 2009 "se a qualidade não estiver lá". Ainda
sim, ele confirma que sua equipe está empenhada para manter o
lançamento original, marcado para o Natal.
A demo do novo Prince
of Persia que será apresentada publicamente na E3 -- que começa
oficialmente no dia 15 (mas com conferências marcadas para hoje e
amanhã) -- foi mostrada antecipadamente para alguns membros da
imprensa. Os primeiros comentários dizem que ela contem muitos bugs e
sofre de quedas visíveis de taxa de quadros em alguns lugares. Ninguém
pôde jogá-la, e em princípio assim continuará sendo durante toda a
feira.
Quando perguntado se estava confiante que o título venha
a ser lançado neste Natal, Mattes respondeu: "Se eu quero um emprego no
ano que vem é melhor seja [lançado esse ano]". Mas ele acrescentou que
a prioridade é ter um produto de qualidade. "Obviamente não vamos
lançar o jogo se a qualidade não estiver lá, isso com certeza. Mas
nosso objetivo é ter certeza de que a qualidade esteja lá em tempo.
Pelo menos em minhas conversas [com a gerência da UbiSoft], o jogo vai
ser lançado no Natal. Nós queremos o mercado natalino; nós queremos
lançar com diferença de um ano para Assassin's Creed."
Permitir
que jogos considerados importantes ganhem tempo extra de
desenvolvimento vem sendo uma prática comum na UbiSoft. Assim aconteceu
com "Haze" da Free Radical, que ganhou nove meses a mais (mas que, em
nossa opinião, não foram suficientes), e com o ETR "Tom Clancy'
EndWar", que ganhou seis meses a mais graças às vendas fantásticas de
"Assassin's Creed".
Mattes também que revelou que a campanha de
divulgação deste novo PoP -- mostrado publicamente pela primeira vez em
maio, durante a Ubidays --, considerada simples e sem muito alarde, foi
um esforço consciente para evitar o risco de "hype" exagerado. Alguns
na UbiSoft acreditam que isso causou um impacto negativo na recepção de
"Assassin's Creed".
"Eu acho que isso fez parte da nossa decisão
dessa vez, com certeza", ele admitiu. "Nós estamos seguindo o mesmo
tipo de padrão. Mas enquanto eles fizeram isso por um ano, nós estamos
fazendo por seis meses. Nós esperamos gerar níveis aceitáveis de alarde
e agitação".
Fonte: FinalBoss
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